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sábado, 23 de maio de 2009

Notas da Virada Cultural 2009

Gostaria de ter relatado com maiores detalhes minha rápida pelo evento, mas acabei procrastinando muito e o momentum expirou. Farei, pois, breves constatações a respeito.

Certamente é um evento importante e necessário à cidade de São Paulo. Apóio a iniciativa: cultura é sempre bom e a programação costuma ser bastante variada, abrangendo do erudito ao popular. Além disso, traz bastante gente para a capital. Uma cidade deste porte não pode ser pretensiosa ou incompetente o suficiente par
a apostar somente no turismo de negócios, já que o turismo de lazer é um nicho ainda pouco explorado por aqui, apesar do enorme potencial.

No caso, assisti ao Concerto Para Grupo e Orquestra (1969) de Jon Lord com a Orquestra Sinfônica Municipal.

Como acontece na maioria dos eventos gratuitos na capital, o palco principal na Av. São João estava lotado. Mas nem o excesso de pessoas nem os comentários absolutamente desnecessários que ouvi durante a apresentação (desde coisas óbvias reclamando da lotação e da qualidade do som a aprofundada argüição acerca da erudição e competência do compositor), mas sim os ambulantes que obstruiam a visão com seus isopores encardidos anunciando ininterruptamente cerveja e vinho de origem duvidosa a preços exorbitantes.

Em suma, é um bom evento para se divertir, serve como ótimo pretexto para se juntar os amigos e ainda ver boas apresentações. Aos que esperavam um concerto com riqueza de detalhes a toda a gama de nuances sonoros que a acústica a céu aberto dificilmente proporcionaria, que ficassem em casa curtindo seus home-theaters!

Vale também apontar uma vacilada feia da organização do evento e do Metrô de São Paulo, que fez coincidir a interrupção na circulação de composições entre as estações Anhangabaú e Santa Cecília por causa da passagem do Megatatuzão nas obras da Linha 4 - Amarela, que causou muito transtorno às milhares de pessoas que circulavam pela região e comprometeu a mobilidade entre diversos palcos do evento.

Um comentário:

Serza Pompomkil disse...

Boa nota, Leonardo, a Virada Cultural é um evento que me alegra muito, não só por poder ver muitas apresentações de graça, por poder pegar o metrô a qualquer hora do dia ou da noite ou por ser de graça. É um evento que posso dizer que deu certo e mostra, como você disse, que aqui não é uma cidade que as pessoas tem de vir só por negócios; pode vir para se divertir,com os amigos, família durante 24 horas seguidos, com uma segurança significativamente boa, no centro de São Paulo. Pena que desta vez não teve nenhum concerto de viola caipira pra mim ir, hahaha.
Sobre o concerto que você viu: apesar dessas pragas de ambulantes que, no meu ponto de vista, são desnecessários(ninguém vai morrer de sede ou fome por ficar 2,3 horas parado assistindo um concerto que deve ter sido,no mínimo, interessante para quem não conhece.), atrapalham quem quer assistir e, na maioria das vezes, não se importam com o público("tô trabalhando, tenho que me sustentar, mas foda-se atrapalho os outros") e quem ficar com sede ou fome,que saia do local pra comer ou beber.Assim ,penso que seria mais agradável o espetáculo.
A respeito do Metrô:foi uma grande vacilada, resolver fazer a obra bem no dia de um evento do tamanho da Virada Cultural aqui em São Paulo.Parece que foi uma falha grotesca na cominucação entre a Secretaria do Turismo e da que está responsável pelas obras. Que isso fique como uma lição e não se repita, a Virada deve ser sempre lembrava como uma das coisas que deram certo aqui na capital, no sentido de lazer para a população local e,até, de outras regiões do Brasil,que por sinal começaram a prestigiar o evento também .