Link Patrocinado

BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Voltando

Voltando a escrever depois de 221 dias, 48 minutos e 31 segundos, tô postando uma letra que acho engraçada do Zappa. Frank Zappa é compositor meio doido (ou completamente?) que curto muito, tanto por suas letras cômicas, críticas à sociedade (um crítico mor do poserismo da sociedade), seu humor negro, seu alto nível de insanidade, quanto pelas suas idéias musicais, que misturam teatro, rock, jazz, tango, música erudita, sem fim, de uma maneira única.
Esta letra fala sobre o famoso cara escravo dos valores da sociedade, o cara que é o sonho americano, é bonito, tem um carrão, pega mulher gostosona, é rico. Acho interessante como o Zappa coloca lá embaixo todos esses valores, como se fosse um lixo descartável. Sociedade que culta e venera e dá um pacote de qualidades porque o cara que tem um bom emprego, ganha bem, não pelo que ele é. O grande culto à beleza, padrões de beleza, as modinhas características marcantes da sociedade atual, pegar mulher gostosona pra mostrar para os outros, a corrida desesperada por esses valores para os outros falarem e olharem você bem. Esse letra lembra bem um certo dia que fui na Vila Olimpia, certamente tinha vários Bobbys Browns.



Bobby Brown (Frank Zappa)

Hey there, people, I'm Bobby Brown
They say I'm the cutest boy in town
My car is fast, my teeth are shiney
I tell all the girls they can kiss my heinie
Here I am at a famous school
I'm dressin' sharp 'n' I'm actin' cool
I got a cheerleader here wants to help with my paper
Let her do all the work 'n' maybe later I'll rape her

Oh God I am the American dream
I do not think I'm too extreme
An' I'm a handsome sonofabitch
I'm gonna get a good job 'n' be real rich

(get a good
get a good
get a good
get a good job)

Women's Liberation
Came creepin' across the nation
I tell you people I was not ready
When I fucked this dyke by the name of Freddie
She made a little speech then,
Aw, she tried to make me say "when"
She had my balls in a vice, but she left the dick
I guess it's still hooked on, but now it shoots too quick

Oh God I am the American dream
But now I smell like Vaseline
An' I'm a miserable sonofabitch
Am I a boy or a lady... I don't know which

(I wonder wonder
wonder wonder)

So I went out 'n' bought me a leisure suit
I jingle my change, but I'm still kinda cute
Got a job doin' radio promo
An' none of the jocks can even tell I'm a homo
Eventually me 'n' a friend
Sorta drifted along into S&M
I can take about an hour on the tower of power
'Long as I gets a little golden shower

Oh God I am the American dream
With a spindle up my butt till it makes me scream
An' I'll do anything to get a head
I lay awake nights sayin', "Thank you, Fred!"
Oh God, oh God, I'm so fantastic!
Thanks to Freddie, I'm a sexual spastic
And my name is Bobby Brown
Watch me now, I'm goin down,
And my name is Bobby Brown
Watch me now, I'm goin down,
And my name is Bobby Brown
Watch me now, I'm goin down...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Motorcycle Jesus, The Incredible Mouth Band e Dog of Man

Salut!

Aproveitando a lacuna de ócio deixada pelo término não só do semestre, mas da graduação, passei pelo site de variedades i-am-bored e deparei-me com o primeiro episódio de Motorcycle Jesus! A música do começo e a vinheta Motorcycle Díííííííízâs são fantásticas!



Além disso, fui verificar se Dave Firth tinha alguma novidade em seu site Fat-Pie, ele é um puta criador de animações, desde as em flash até stop-motion, abordando temas inusitados, sem sentido e, sobretudo, perturbadores, conforme já mencionei aqui.

Dois trabalhos bem interessantes!
O primeiro se chama The Incredible Mouth Band e mostra uma banda que, em vez de tocar, canta o nome dos instrumentos. É ao mesmo tempo tosco e criativo! Confiram:



O segundo, Dog of Man, é tipicamente firthiniano. A animação mostra um ambiente desolado e letárgico com um homem decadente conversando com seu cachorro. Perturbador.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Notas do Inusitado

Saudações!

Numa ensolarada tarde de segunda-feira, uma figura extremamente peculiar num ônibus urbano em Campinas chamou bastante a atenção. Um sujeito cabeludo, barbudo, trajando vestes desencanadas mas sem ser maltrapilho, com jeito de hippie e fortíssimo sotaque castalhanomostrou-se um verdadeiro artista urbano. Munido de um violão a tiracolo e de um monociclo, se apresentou como um uruguaio chamado Leandro e performou algo que passou bem perto de um espetáculo. Apesar do sotaque, falava bem e em nenhum momento se fez de coitado. Cantou, brincou, gerou suspense e andou de monociclo dentro do ônibus, gerando toda uma expectativa acerca da façanha. Tratou o público, digo, os passageiros com muito respeito, referindo-se sempre como Damas y Caballeros e conseguiu arrancar olhares atentos das crianças, sorrisos das senhoras, alguns trocados e muitas garrafinhas de água.

Qual o sentido dessa postagem? Fazer um paralelo com um caso ocorrido em Nova Iorque que gerou discussões acerca do valor intrínseco da arte: um sujeito posicionado na entrada de uma estação do metrô tocava violino e os transeuntes passavam por ele, indiferentes. Entretanto, o sujeito é um músico de renome que, quando se apresenta, os ingressos são caríssimos. O instrumento? Um Stradivarius legítimo.

Ora, as pessoas nas cidades grandes estão acostumadas a verem pessoas explorando a própria desgraça em troca de qualquer quantia em dinheiro (quase nunca pedem por comida ou por emprego) num teatro imoral e sensacionalista. Um estrangeiro sem sequer falar o português com fluência consegue garantir para si alguns trocados e, o mais importante, transmitir cultura na forma de manifestações artísticas à população. Ele agregou diferentes valores a cada expectador. Principalmente quando disse que "um dia as pessoas se cansam de trabalharem, de terem suas rotinas e passam a viajar para viver de arte."