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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ozzmosis - Ozzy Osbourne cover


De volta ao front. Dessa vez pra fazer a resenha de um show.
Na verdade, era pra eu ter escrito isso aqui antes, já que faz mais de uma semana que fui nesse show, mas anyway...

Como o título explicita, o show em questão é de uma banda cover/tributo de Ozzy Osbourne. Por sinal, ótima banda.
Não sei quantos de vocês tiveram oportunidade de assistir ao Covernation e conferir o Ozzy cover (Tomé). O cara é fisicamente parecido com o Ozzy, além de imitá-lo muito bem, tanto no jeito de falar, como no modo de agir no palco e, principalmente, no jeito de cantar. O cara canta igualzinho ao Ozzy!
O Tomé participou do Covernation tanto como jurado quanto como concorrente. Sim, o Ozzmosis participou do Covernation e eu, infelizmente, não pude ver.

Mas vamos ao que interessa, ao show!
Fui convidado pelo nosso egrégio mercenário Tyll pra ir ao Blackmore Rock Bar, onde rolaria o show. Pra quem não conhece a casa, vale a pena conhecer. Muitas bandas legais tocam lá, o ambiente é agradável (apesar de normalmente quente) e é de fácil acesso (próximo ao shopping Ibirapuera). Ótimo pra quem curte um bom rock!

Tivemos de esperar certo tempo desde que chegamos pra ver o show, já que a apresentação começou somente a 1h.
Nesse dia, a banda fez dois sets. No primeiro deles, as músicas "lado B" do Ozzy. O segundo, com os grandes clássicos. Como todo bom show envolvendo o nome Ozzy Osbourne, obviamente foram tocadas algumas músicas do Black Sabbath.

O interessante é que eu não sou um grande conhecedor da música do grande Ozzy. Conheço o que é mais famoso dele, mas gostei bastante do que foi tocado no dia. Atiçou a vontade de conhecer melhor o trabalho solo dele.
Várias músicas empolgantes, desde as mais porradas até algumas mais leves, todas muito bem executadas pelos músicos da banda.
Infelizmente, nesse dia o Tomé (o Ozzy, pra quem ainda não pegou a idéia...) não estava legal (doente ou apenas com problema na garganta?), o que obrigou a banda a fazer um intervalo longo entre os dois sets. Mas, mesmo assim, ele e a banda deram conta do recado, com uma ótima performance.

Tive certeza da grande capacidade dos caras pelo grau de acuracidade com que foram tocadas as músicas. Tomei como referência, claro, as que eu conhecia, já que grande parte do repertório daquele dia eu jamais havia ouvido.
Dentre os clássicos, o que mais gostei de ouvir no dia foi Perry Mason, do disco que dá nome à banda cover, e Black Sabbath, música que pra mim soa como o bisavô do doom metal, música bem arrastada e interessante, mas sem vocais guturais (valeu Ozzy!).

Rápidas análises individuais:
Tomé (voz): mesmo com os problemas que teve no dia, segurou bem a onda. Eu já tinha tido oportunidade de ouvi-lo cantar no Covernation e foi legal ouvi-lo ao vivo. Mesmo com o supracitado problema, cantou legal e agitou bem a platéia, minha camisa molhada que o diga (é... fiquem espertos pra não tomar um banho quando forem assistir à banda).
Leandro (guitarra): mistura de Zakk Wylde com Pitbitoca (!!!). Manda muito bem na guitarra, tocou perfeitamente solos complicados e mandou muito peso onde devia.
César (baixo): mistura de Ritchie Blackmore com Kirk Hammett (!!!!!!). Preciso e eficiente, como todo bom baixista deve ser. Mandou um interessante solo durante o show, que até agora ainda não sei se foi parte de um improviso ou se fazia parte da música do Ozzy que a banda emendou logo em seguida.
Marcos (bateria): não sou um grande entendedor de bateria, mas o cara mandou bem. Não sei se tem boa técnica ou não (como já disse, batera não é comigo), mas foi competente no andamento do show. Arriscou um solo a pedido do Tomé no meio do show.
Rodrigo (teclado): a.k.a. Harry Potter. Como nem toda música do Ozzy tem teclado, não aparecia tanto, mas mandava bem. Pelo que entendi, o cara tava fazendo o último show dele com a banda naquele dia, já que havia se formado em música e estava trilhando outros caminhos.
Banda: ótimo entrosamento, boa presença de palco e grande execução das músicas!

Peculiaridades do dia:
1 - Treta no busão: do nada, em meio à viagem, dois caras e uma mina começam uma discussão no mínimo estranha, ainda mais levando em conta que era praticamente impossível entendê-los! No começo, achei que fossem mudos, mas eles meio que falavam/grunhiam de um jeito estranho, mal dava pra entender. No fim, foram escurraçados do busão pelo motorista, com os passageiros também revoltados. Auei!
2 - Chuva: tava caindo o mundo em Sampa nesse dia. Felizmente eu levei guarda-chuva. Ainda assim, com duas pessoas debaixo dele, um pequeno banho foi inevitável.
3 - Balde de água: sim, senhores, eu fui um dos "agraciados" que tomou banho do baldinho d'água que o Tomé joga na platéia durante o show. Ele faz isso com certa frequência, então nada mais normal do que ser pego desprevinido de vez em quando. Isso que dá cobiçar a mulher alheia...
4 - Chaveco: nosso grande parceiro Tyll se interessou pela garçonete do mezanino e mandou um bilhetinho pra ela. Infelizmente pra ele, ela tinha namorado. Ainda assim, ela foi educada com ele. Abordagem educada, resposta educada, podia ser sempre assim nos chavecos, não?
5 - Long Neck: pagamos quase o dobro pra tomar numa garrafinha a mesma quantidade de cerveja duma lata! Ao menos, a long neck era Skol, enquanto a latinha era Itaipava...

Pra finalizar o post, seguem uns links pertinentes.
Blackmore Rock Bar:
Site
Orkut
Fotolog

Banda Ozzmosis:
MySpace
Orkut
Fotolog
YouTube

3 comentários:

Leonardo AC disse...

Blackmore é um lugar bacana! Mas como todo bar dessa categoria, enfiam a faca nos preços. Tá certo que, se alguém paga 10 ou 15 reais pra ver uma banda, a proposta não é beber até cair. Mas nada impede uma passada no Pão de Assalto ou em algum boteco para tomar umas antes!

Ah... nem todo Doom é gritado... Black Sabbath (começão), Candlemass, Cathedral, Funeral...

Tyll disse...

Muito boa a banda. Fabio, conheça logo os discos do ozzy, e depois não morra de remorsos de naum ter ido no show.
ahuahua;;Muito engraçado a briga dos mudos no ônibus, ninguem entendia porra nenhuma e todo mundo xingando pros caras descer, hilario, ainda mais o mudo que tava tão nervoso que conseguiu grunhir um xingamento contra o passageiro.
E a garçonete, putz o unico remorso foi que devia ter falado inicialmente, " Você já zerou com o Zangief?"

Sir Psycho disse...

Ou então você podia ter falado pra ela: "e aí, cê curte insetos?"