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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Notas da Moagem Humana

A espera mostrou-se muito mais longa do que se imaginava. Mesmo os que já passavam por situações semelhantes sentiram-se incomodados com o descaso oferecido. Pedem para chegar de manhã e fazem os sujeitos esperarem até a hora do almoço. Talvez pensem que a angústia revele algum comportamento oculto sob a máscara de pele morta.
Por ser no começo da semana um evento agendado com uma certa antecedência, os menos experientes imaginam que haja uma certa organização. Errado! A impressão deixada é que tudo se arranjou no último instante, o que se mostra uma incoerência, afinal... como é que pessoas que não sabem gerenciar pessoas são contratadas para o departamento de Recursos Humanos?
O que havia sido tratado por entrevista foi distorcido e estendido até praticamente a exaustão. Gente saindo pelo ladrão. Uma prova extremamente mal-feita, verdadeiro desperdício de tempo, ausência de sentido nos enunciados e fluxograma feito a partir de auto-formas. Nada profissional.
Entrevista, uma triagem básica com três gestores. Não foi a pior parte, o pessoal era legal e fizeram o que tinha que ser feito. Uma delas era bem bonitinha, inclusive.
O que moeu o estado mental foi a demora causada pela falta de planejamento: depois dessa triagem, a moça responsável pela vaga chamaria um por um para uma entrevista, de facto, individual onde ela passaria maiores detalhes sobre a vaga. Ora, seria muito mais prático deixar a última parte coletiva! Inicialmente, todos deveriam submeter-se à análise pessoal da entidade suprema. Entretanto, motivos alheios ao nosso conhecimento demandaram uma diminuída no tempo disponível de tal entidade, que só poderia avaliar três das sete carcaças ali presentes.
Mais lógico seria todos passarem pelas duas triagens preliminares e, então, terem com o último da linha. Por um lapso na razão e uma vergonha na organização, três humanóides foram escolhidos antes que as preliminares fossem completadas.
Revolta e indignação, Megalázottak és megszomorítottak!
Fogem à compreensão os motivos que levam organizações (sic) a tentarem exibir um poderio ante seres que já encontram subjugados por sua própria condição de submetidos a triagens extremamente maçantes. Vulgarmente, é o mesmo que chutar cachorro morto.
Igualmente revoltante é a sensação de seres que, em sua maioria, são fúteis e não apresentam sequer domínio do idioma pátrio (gerundismo é irritante!) ditarem o curso do que resta da vida de cada um. Estudaram tanta (será mesmo) psicologia e não saberiam sequer entender a lógica de uma manada acéfala e atônica.

2 comentários:

Sir Psycho disse...

Isso só corrobora minha teoria de que coisas envolvendo engenheiros devem ser realizadas por engenheiros!

Aulas de Física, Cálculo, Administração e tantas outras dadas por professores de outros cursos deveriam ser dadas por engenheiros (de preferência do seu curso!).

Entrevistas de emprego, dinâmicas de grupo e tantas outras coisas envolvendo processos seletivos, também deveriam ser realizadas por engenheiros.

Você coloca gente auei pra fazer isso e veja só no que dá!
É foda estudar 5 anos pra ser avaliados por um PSICÓLOGO...

Sir Psycho disse...

*pra ser avaliado