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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Notas do (Transporte) Subterrâneo

O Metrô de São Paulo é tido como um exemplo de transporte público, que prima por sua limpeza e pontualidade. Das ligações norte-sul e leste-oeste, além de uma pequena linha na Av. Paulista, surgem projetos para a chamada rede essencial. Tal expansão, resumidamente, faria mais e mais ligações entre linhas já existentes.

Antes de discorrer sobre as implicações dessa suposta ampliação, deve-se entender que a implantação do Metrô na cidade já começou errada. A malha ferroviária do País é ridiculamente pequena e reflete uma deficiência logística gravíssima no Brasil, acarretando em problemas nas cidades, como congestionamentos causados pelo excesso de caminhões transitando em área urbana e uma demanda de passageiros muitíssimo maior do que o transporte público consegue lidar.

Há rumores sobre o projeto do traçado inicial da Linha 3 - Vermelha atender São Miguel Paulista. Entretanto, por interesse da Viação Penha - São Miguel, o traçado foi alterado para o atual. Isso explicaria a mudança de direção observada na região da Vila Matilde, que impede que a linha seja uma reta passando por São Miguel. Ora, o que havia em Itaquera à epoca da construção da linha? Por que não atender o 2.º bairro mais populoso de São paulo, na época? Além disso, construíram a linha do Metrô ao lado de uma via férrea já existente! Foi ou não um belo investimento? Com isso, as regiões próximas incharam e tiveram ainda que comportar a já alta demanda de bairros mais afastados que se valiam dessa linha.

Como se não bastasse essa incoerência, decidem modernizar uma linha de trem. Entre uma linha de trem precária e outra linha de trem igualmente precária, mas que tem parte de seu trajeto atendido pela linha do metrô, qual delas decidem modernizar com "novos" trens (na verdade, trens europeus que tornaram-se obsoletos)? Logicamente, a linha já atendida por metrô.

Os absurdos não param por aí. Quem tiver paciência de analisar as propostas da Rede Essencial vai achar um absurdo que a expansão das linhas só vai fazer aumentar o fluxo de passageiros passando pelo centro, sobrecarregando ainda mais um sistema que mostrou-se incapaz de lidar mesmo com o aumento de passageiros em decorrência das integrações com o centro (Brás, Barra Funda e Luz com a CPTM) e com o Bilhete Único.

Na verdade, faria muito mais sentido a criação de linhas periféricas que fizessem a ligação entre bairros sem ter que passar pelo centro, evitando sobrecarregá-lo.

Basta imaginar um exemplo simples: muita gente que mora na Vila Mexugá precisa trabalhar no Jardim Megadefo e vice-versa. Os dois bairros localizam-se em extremos distintos da cidade.


Seria muita burrice percorrer o trajeto da Situação 1, saindo da Vila Mexugá, tendo que parar no Centro para fazer uma baldeação em direção ao Jardim Megadefo, juntamente com milhares de pessoas que precisam se deslocar de uma ponta a outra da cidade, passando necessariamente, pelo centro. Já na Situação 2, faz-se o mesmo trajeto sem precisar passar pelo caos do Centro, deixando este percurso para quem realmente precisa se dirigir para lá.

Não acabou o mês de janeiro e o metrô já registrou cerca de onze falhas, daquelas em que um trem pára entre uma estação e outra, atrasando todo o sistema e fazendo acumular muita gente nas plataformas. Ah, sim, em horário de pico. Sem contar as incontáveis vezes em que há lentidão devido à presença de usuário na via ou queda de objeto. Um sistema de transporte que não conseguiu suportar o aumento de passageiros verificado nos últimos anos definitivamente não está preparado 2025, quando várias outras linhas trarão muito mais pessoas para as estações do centro.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Era do Teletubbies


Pessoal,ontem foi a primeira vez que fui realmente ler algo do blog...e me surpreendi.O blog está muito bem escrito(nada como os treinos de redação para o vestibular hehehe), eu até fiquei com vergonha de fazer comentários idiotas!
Bom, quero que vocês assistam esse vídeo que está no Youtube: http://br.youtube.com/watch?v=U7XC-c70VyI

Mostra claramente porque a geração atual de jovens entre 13-18 anos são mais abertos em relação à viadagem, digamos, como uma coisa normal, ou como no vídeo:uma brincadeira. Seriedade a parte, se vocês tiverem filhos e estiver assistindo algum programa infantil "inocente", cuidado,pode ser uma manipulação de alguém lá do alto escalão querendo que seus queridos filhos sejam liberais, no pior sentido que pense, no futuro.Façam as comparações:a época que foi lançado o programa infantil e 4 anos depois,quando a quantidade de EMOs quase que quintuplicou segundo gráficos de uma fonte confiável!
Assistam e riam à vontade XD

obs:amiguinhos da garotada:emos e afins

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Notas da Moagem Humana

A espera mostrou-se muito mais longa do que se imaginava. Mesmo os que já passavam por situações semelhantes sentiram-se incomodados com o descaso oferecido. Pedem para chegar de manhã e fazem os sujeitos esperarem até a hora do almoço. Talvez pensem que a angústia revele algum comportamento oculto sob a máscara de pele morta.
Por ser no começo da semana um evento agendado com uma certa antecedência, os menos experientes imaginam que haja uma certa organização. Errado! A impressão deixada é que tudo se arranjou no último instante, o que se mostra uma incoerência, afinal... como é que pessoas que não sabem gerenciar pessoas são contratadas para o departamento de Recursos Humanos?
O que havia sido tratado por entrevista foi distorcido e estendido até praticamente a exaustão. Gente saindo pelo ladrão. Uma prova extremamente mal-feita, verdadeiro desperdício de tempo, ausência de sentido nos enunciados e fluxograma feito a partir de auto-formas. Nada profissional.
Entrevista, uma triagem básica com três gestores. Não foi a pior parte, o pessoal era legal e fizeram o que tinha que ser feito. Uma delas era bem bonitinha, inclusive.
O que moeu o estado mental foi a demora causada pela falta de planejamento: depois dessa triagem, a moça responsável pela vaga chamaria um por um para uma entrevista, de facto, individual onde ela passaria maiores detalhes sobre a vaga. Ora, seria muito mais prático deixar a última parte coletiva! Inicialmente, todos deveriam submeter-se à análise pessoal da entidade suprema. Entretanto, motivos alheios ao nosso conhecimento demandaram uma diminuída no tempo disponível de tal entidade, que só poderia avaliar três das sete carcaças ali presentes.
Mais lógico seria todos passarem pelas duas triagens preliminares e, então, terem com o último da linha. Por um lapso na razão e uma vergonha na organização, três humanóides foram escolhidos antes que as preliminares fossem completadas.
Revolta e indignação, Megalázottak és megszomorítottak!
Fogem à compreensão os motivos que levam organizações (sic) a tentarem exibir um poderio ante seres que já encontram subjugados por sua própria condição de submetidos a triagens extremamente maçantes. Vulgarmente, é o mesmo que chutar cachorro morto.
Igualmente revoltante é a sensação de seres que, em sua maioria, são fúteis e não apresentam sequer domínio do idioma pátrio (gerundismo é irritante!) ditarem o curso do que resta da vida de cada um. Estudaram tanta (será mesmo) psicologia e não saberiam sequer entender a lógica de uma manada acéfala e atônica.