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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Preconceito(?) e a mentalidade do pobre

Outro dia, vi na televisão um comentário de um cara que morava na favela no Rio, na cidade de Deus. Ele reclamava de um taxista, pois este se recusou levá-lo junto com a família até sua casa na favela. Impressionante a queixa deste indivíduo, reproduzindo mais ou menos: “ é uma falta de respeito deste taxista, preconceito comigo, com minha família e com o pessoal da cidade de Deus. Somos tratados como nada, como uma escória da sociedade, como não representarmos nada pra ela, como inúteis, não temos dinheiro, mas estamos unidos irmão.” . Interessante que aqui temos uma reclamação de natureza: “ as pessoas tem uma visão do pobre totalmente distorcida, pelo fato de seu baixo poder aquisitivo e acabando sendo julgadas de pessoas incapazes, inúteis, inferiores, não prestam, etc., críticas de características pessoais. Mais interessante, ele gravando depois uma música de funk expressando sua revolta contra os maus tratos da sociedade perante aos moradores de sua favela. Também passaram mais alguns depoimentos a cerca da mesma questão .No fundo percebi que as pessoas caiam no mesmo ponto de reclamação, características pessoais junto com um sentimento de vitimismo raivoso, mundo é cruel e eu sou o coitado. A questão que acho é que esta reclamação de características pessoais é totalmente vazia. Hoje em dia, a violência está tomando conta da televisão cada vez mais intensamente. Chacinas, homicídios, estupros, latrocínios são palavras muito comuns hoje. E sempre a televisão mostra os autores, a grande maioria pessoas mau vestidas, bermudas feias falsificadas, boné, de chinelo, cor de grande parte negra ou parda. Fazendo uma analogia na época da segunda guerra mundial com a Alemanha. Neste tempo, tínhamos como grandes ameaças à vida os nazistas, pessoas que torturavam judeus das piores maneiras possíveis, estupro de mulheres judias, matavam qualquer opositor político, pegavam qualquer possível subversivo.Se estivesse nessa época e esbarrasse com alguma pessoa de roupa preta, cor clássica do uniforme nazista ou visse de longe passar, você logo iria desviar o caminho, atravessar a rua, andar mais rápido, etc. E também, você sendo taxista nunca passaria no lugar onde tivesse alguma pessoa de roupa preta, pois ele poderia ser um nazista e fazer algum mal. Ou quem sabe, um desses caras de roupa preta, podendo ser um nazista ou não, pedir pra levar ele junto com família para um quartel , ou base cheio de nazistas. Meio arriscado?Não parece a mesma situação?Fazendo essa comparação estranha, na verdade não está aí uma crítica de características pessoais, se a pessoa é incapaz, inútil, só fez besteira para estar naquela situação, mas simplesmente o medo em relação a elas , de estar próximas com os centros nazistas e serem influenciadas . Trocando a roupa preta por roupas feias, tênis sujo, cor de pele, etc. E esse padrão está freqüente em quase em sua totalidade na parte social mais pobre da sociedade.Não conhecendo muito a mentalidade destas pessoas, julgo superficialmente que todo essa rebeldia não tem sentido algum.Está mais para medo do que um preconceito desvalorizar uma pessoa por sua falta de dinheiro. Outro fato que percebo nas pessoas pobres observando ,é o fato que elas alimentam sua imagem de coitados, seu discurso de vitimismo. Grande parte delas enxergam o rico como algo horrível, comentários :”ih esse cara ganhou dinheiro, vai perder a cabeça”. Que eu observo como elas sustentam seu orgulho de pobre, é interessante que na sociedade tem-se vergonha de falar que tem dinheiro, todo mundo esconde, tem um trabalho que dê dinheiro, está em uma vida estável, seus pais bancaram uma escola boa pra você, etc. Sempre tem uns falando: esses playboy, boyzinho, filhinho de papai tem tudo, aquele cara que ganha vida fácil, o cara ganha tudo isso, ô doutor.... ter uma condição favorável seja por qual mérito e de quem foi é feio, horrível, pega mau. È interessante que pessoas que consideram esse valor homérico para o pobre, acabam escondendo suas situações favoráveis conquistadas e expõe um lado mais coitado ou tenta imitar eles, seja em jeito, roupa, gírias nem percebendo se gosta ou não. Tudo isso como se fosse um valor social injetado em várias pessoas . Estando esse vírus em todo lugar, seja na sua própria casa com aquele famoso e velho discurso dos pais: “ eu lutei pra sustentar essa casa, pagar essa conta , e mereço mais isso e aquilo” , traduzindo :sou tão coitado que mereço isso ou se pode encontrar esses e outros discursos similares em qualquer ônibus, praça e esquina por aí . Sendo bonito ser coitado, o marginalizado, o coitado que nunca desiste . Também tem essa outra questão de ser coitado ter um tratamento especial já está inserido na sociedade, começando pelo fato que todos nós mentimos, por exemplo quando chegamos atrasado em algum lugar e inventamos uma desculpa esfarrapada como: não deu pois o trânsito estava horrível , o pneu furou. Quer dizer, fui vítima da situação, um coitado e ganho por isso uma briga menos intensa com a pessoa, ou o perdão da pessoa em outras situações consideração, respeito,etc. Falta ao pobre deixar de pensar que é coitado, que o governo já o enxerga e o trata como coitado, pois ele acredita tanto ser esse coitado, que acaba dando bolsas famílias, bolsas gás, adquirindo já uma personalidade paternalista, protegendo os que acreditam ser fracos e oprimidos. Falta ao pobre deixar de ser coitado.

10 comentários:

Sir Psycho disse...

1 - É Robin Hood, Zeele! =D

2 - Interessante esse texto, no que diz respeito ao vitimismo. Ainda assim, nunca é demais lembrar que os pobres são sim marginalizados e sofrem preconceito. Mas não creio que isso seja justificativa pro vitimismo. No fim, você me deu uma boa idéia pra mais um post! Logo postarei 3 coisas aqui, então! Estou em falta com o blog...

3 - Crueldade em guerras é uma coisa, mas extermínio em massa é "privilégio" nazista, Zeele. Por favor, comparar o nazismo com essas guerras que você citou chega a ser sem sentido! Ainda assim, eu continuo considerando os EUA como a Grande Máquina de Matar Gente...

Leonardo AC disse...

Quando se escreve rápido cometem-se erros de digitação!

Leonardo AC disse...

Um bom tem a ser abordado! Nossa, concordo totalmente no que diz respeito ao vitimismo da sociedade. Neste país, o desenvolvimento pessoal não é valorizado. As camadas mais baixas acreditam que o governo deve lhes prover sustento e que Deus deve direcionar suas vidas. Eles, sim, queram a vida fácil. Engraçado que, na maioria dos países desenvolvidos (e nos em desenvolvimento, também), tem-se a aplicação prática do pensamento que "O thrabalho dignifica o homem". O pior pensamento possível é o do criminoso à la Robin Hood, que demoniza o rico e sustenta que, ao ganhar-se dinheiro e status, legitimam-se os assaltos. É essa a visão dos "wannabe" comunistas de porta de diretório estudantil que abominam o "capetalismo". Ora, pois que peguem então os marginais e levem pra casa, sentem-os em seus colinhos e dêem-lhes comidinha na boca!

Leonardo AC disse...

Mesmo nas letras de rap e funk... o pobre tem orgulho de ser malandrão... as letras resumem-se a "somos a escória da sociedade e, coitados de nós, somos oprimidos por parasitarmos o sistema".

Só não concordei com a estigmatização do nazista. Dizia minha avó que, quando a família dela ainda estava na Polônia, soldados invadiam constantemente a casa delas para confiscar comida e importunar as mulheres. E não eram os alemães, mas os próprios aliados que faziam isso. Os nazistas não foram mais cruéis do que os ibéricos nas Américas ou os norte-americanos no Vietnã, Japão e Oriente Médio.

Leonardo AC disse...

Ora, pelo menos os nazistas o fizeram aberta e sistematicamente. Em termos de lógica e organização, eles acabaram inovando e isso é o que impressiona, levando a se criar um senso-comum que os condena mais do que se deveria.

Extermínio em massa é privilégio nazista? Qual é, então, o motivo da "rixa" entre armênios e turcos?

Continuo não concordando em deixar os nazistas isolados no Top 10 War Crimes.

Leonardo AC disse...

Alguém já assistiu a um filme chamado "Entre o Céu e a Terra"? É talvez o único fime ambientado na guerra do Vietnã que eu fiz questão de assistir.

Tyll disse...

Sim, concordo que os pobres são esquecidos ,e também são cirticados seu carater por estarem nesta posição social, que eu acho interessante que eles se poe na posição de escoria e sao tratados como escoria, queria mostrar esse outra parte do preconceito confundido com medo, que alimenta mais esse vitimismo..o que me incomoda é a postura da maioria, um exemplo criticam as escolas oferecidas pelo governo que é um lixo , têm toda razão mas naum fazem nada po si, c ninguem faz por eles, acaba por isso mesmo?
Sem terras xingando governo, e os ricos fazendeiros para terem terras, porque naum fazem uma manifestação pedindo estudo do governo, ensino tecnico, para se englobarem na agroindustria?
E leionas revistas, empregos sobrando adoidado pra quem teve algum estudo...alguns exemplos, soldador, tecnico de eletricista industrial( ocara faz um curso de 2 semanas e tah empregado ganhando 2 mil de começo), cara que dirige akeles carroes de mineração, ganham uma barbaridade ...
E comentarios sobre guerras, conflitos, quem foi o pior naum sei, pelo q eu sei a maior par mim foi a dos europeus colonizando a america..a historia estudada na escola soh conta uma pequena parte da realidade....

Sir Psycho disse...

Rixa entre nações me parece diferente do método nazista.
As guerras no Oriente Médio de hoje em dia poderia ser classificada como extermínio em massa desse modo, também!

De fato, a sistemática nazista os colocou numa posição diferente. Foi inovador, e ao mesmo tempo cruel!

E Tyll, eu não critiquei seu texto, concordei com ele na parte do vitimismo. É que no seu texto você abordou um lado da questão que ninguém comenta. E eu quis lembrar do outro lado, aquele que todo mundo fala. É um tema bastante complexo pra ser discutido, tem vários pontos de vista.

Leonardo AC disse...

Não questionei o fato de haver rixa, mas sim a origem dela. Só uma rivalidade não caracteriza a atitude dos nazistas... mas e quando uma nação¹ resolve fazer uma limpeza étnica e assim, tentar legitimar a expansão de seu território? Os turcos fizeram isso com os armênios, os alemães invadiram os Sudetos, anexaram a Áustria e invadiram a Polônia e os israelenses constroem muros fora de seu território em terras com assentamentos judeus.

Não que isso caracterize extermínio em massa, mas mostra que atrocidades do passado não deixam de ser recorrentes na história.

Determinismo histórico também pode ser inferido do texto do Tyll. remonta aos tempos da Revolução Francesa e da imobilidade das classes sociais. Entretanto, hoje em dia, as classes mais baixas "se fazem de coitados" e e dificilmente ascendem socialmente - exceto em casos de pessoas extremamente dedicadas que obtêm o sucesso por meio do estudo ou de artistas e jogadores de futebol com carreiras meteóricas.

Tom disse...

eu tb nao concordo mto com a analogia com o nazismo, na verdade eu nao entendi ela mto bem, mas acho q a situacao é bem diferente.

em relacao ao pobre querer ser o coitado da historia, eu estou totalmente de acordo, acho q esse negocio de ter orgulho de ser pobre tem q parar, assim como o "jeitinho" brasileiro, tao valorizado, so no brasil mesmo para se valorizar a malandragem.

por outro lado, os ricos tb tem q parar de tomar vantagem das pessoas pobres: nao é possivel fazer as pessoas trabalharem no domingo por exemplo, num shopping para uma cambada de playboys, enquanto q nesse tempo ela poderia estar estudando ou desenvolvendo algo.

como tambem existe o grande problema da corrupcao do governo q alimentado com a ignorancia do povo, faz o q quiser! rouba mas faz!

acho q em tudo entra uma questao basica: qdo as pessoas vao querer de ter vantagem em tudo e começarem a trabalhar honestamente? qdo q o pobre vai querer parar de ter o bolsa miséria e se meter a trabalhar e lutar para melhorar a vida? qdo o rico vai querer parar de explorar as pessoas q nao tem outra alternativa?

acho q para esse negocio do pobre, a mentalidade do europeu é mto melhor: "vc é coitado? problema é seu!" se no brasil a gente fosse assim, eu tenho certeza q a gente seria mto melhor! vejam, aqui todo mundo tem educacao de qualidade, todo mundo tem dinheiro, e eles tem essa mentalidade, nao a mentalidade de ajudar o coitadinho... bizarro!

logo, logo, vao me falar q o brasil é coitadinho a causa da colonizacao! ah acho q o brasileiro tem q tomar vergonha na cara e mover o cu um pouco!

senao, eu acho q sim q os nazistas tem q estarem sozinhos no top 10 dos crimes de guerra pq eles foram responsaveis da morte de 50 000 000 de pessoas!