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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Cathedral - Cosmic Requiem (EP)




Informações pertinentes

Site da Banda
Metalstorm
Wikipedia
Orkut
Download

YouTube - Videoclipe da música Hopkins (The Witchfinder General), do álbum The Carnival Bizarre (1995).




Ficha Técnica
Banda: Cathedral
Estilo: stoner/doom metal
País: Reino Unido
Nome do disco: Cosmic Requiem
Lançamento: 30 de agosto de 1994
Duração: 43 minutos
Gravadora: Earache Records
Produtores: Gary Jennings, Lee Dorian e Paul Johnson

Formação
  • Lee Dorrian: vocais, Mellotron, tamborim
  • Gary Jennings: guitarra, baixo, Mellotron, teclado
  • Adam Lehan: guitarra
  • Mark Ramsey Wharton: bateria, flauta, bodhran, tamborim, xilofone
Discografia

Demos
  • In Memoriam (1990)
  • Demo # 2 (1991)
Álbuns
  • Forest of Equilibrium (1991)
  • The Ethereal Mirror (1993)
  • The Carnival Bizarre (1995)
  • Supernatural Birth Machine (1996)
  • Caravan Beyond Redemption (1998)
  • Endtyme (2001)
  • The VIIth Coming (2002)
  • The Garden of Unearthly Delights (2005)

Singles e EPs
  • Soul Sacrifice (1992, EP)
  • Grim Luxuria (1993, Single)
  • Midnight Mountain (1993, Single)
  • Ride (1993, Single)
  • Twylight Songs (1993, Single)
  • Cosmic Requiem (1994, EP)
  • In Memoriam (1994, EP)
  • Statik Majik (1994, EP)
  • Hopkins (The Witchfinder General) (1996, EP)
  • Gargoylian (2001, Single)

Outros

  • In Memoriam Reissue (2000, Relançamento, EP)
  • Statik Majik/Soul Sacrifice (1999, Relançamento)
  • Our God Has Landed (2001, DVD)
  • The Serpent's Gold (2004, Best Of/Rarities, duplo)
A Banda
Formada em meados de 1989 por Lee Dorrian, que integrava o Napalm Death e deixou a banda por estar farto da cena punk e não gostar do direcionamento que a banda tomava rumo ao death metal. Junto com Mark 'Griff' Griffiths (antigo roadie do Carcass) e Garry 'Gaz' Jennings (ex-Acid Reign), a banda executava um doom metal extremamente denso, lento e arrastado, influenciados por Candlemass, Dream Death, Pentagram, Trouble e Witchfinder General.

Aos poucos, acrescentavam elementos de stoner rock e rock progressivo, o que deixou o som da banda bem rico e característico. Seu estilo é algo como um Black Sabbath muito mais pesado e vocais bem diretos e rasgados, mas sem soarem guturais. Algumas passagens são bem psicodélicas e viajantes.

O que também chama a atenção na banda são as artes presentes nas capas, claramente influenciadas pelos trabalhos de Hyeronymus Bosch, como o Jardim das Delícias Terrenas, por exemplo.

Dos álbuns que eu conheço, The Forest of Equilibruim (1992) é bem denso, típico doom metal tradicional, arrastado e pesado. Nessa época, os vocais ainda eram guturais. Em seguida, The Carnival Bizarre (1995) é mais direto, com mais elementos de stoner rock e contou com a presença de Tony Iommi na gravação da faixa Utopian Blaster, uma verdadeira tijolada de riffs!
Endtyme
(1996) mantém-se na linha stoner, mas é um álbum mais sujo e psicodélico do que os anteriores.


Atualmente, um dos trabalhos mais interessantes da banda é o álbum mais recente, The Garden of Unearthly Delights (2005), cujo título é claramente mais uma influência de Bosch.
Mais pesado e melhor trabalhado, terá em breve uma postagem dedicada a ele.

O Álbum
Lançado em 1994, mostrava uma banda consolidando sua posição na cena doom metal e diversificando seu direcionamento musical com a introdução de diversos elementos de outros estilos, notavelmente o stoner/space rock (tanto que classificam-no como space doom/stoner rock) e uma quantidade apreciável de psicodelia. As composições são bem calcadas no que se propuseram a fazer e a presença dos citados elementos de outros estilos de forma alguma comprometeu a coesão das composições, enriquecendo-as bastante.

Cosmic Funeral
A entrada dela lembra bastante a "marcha fúnebre" com que o Candlemass abre suas apresentações e é seguida por uma passagem extremamente lenta e bem marcada por riffs à la Iommi, mantendo o clima fúnebre. A melancolia é quebrada por uma frase limpa na guitarra acompanhada pelo teclado que deixa o clima repentinamente alegre, prontamente acompanhado por um timbre mais alto de guitarra e a melodia lenta volta, chamada pela bateria mais pesada por alguns compassos e novamente, outra variação.
Lee "chama" a parte mais empolgante da música e uma pequena caída na guitarra serve de base para uma linha de teclado extremamente calcada no space-rock, flanger a todo o vapor e a base bem marcada, na levada bem característica stoner. O que se segue é uma parte do samba do crioulo doido: percussão tribal e a base pesada intercalando com licks bem bolados na guitarra. Essa parte lembra bastante algumas bandas como Deep Purple ou Led Zeppelin. Uma pausa repentina, um urro (uh!) , viradas e ataques em forma de power-chords chamam novamente a "parte espacial", que segue até um belo "duelo corporativo" com guitarras puxando frases moldadas no rock e no blues, enquando uma base bem eficiente marca a música até o final.

Hypnos 164
De começo arrastado carregado com microfonia, a segunda faixa mostra-se agitada com um grito chamando um riff pesadíssimo com licks caóticos acompanhando. Segue um interlúdio mais calmo e pesadinho e a bateria segura as paradas com bastante eficácia. A música intercala partes rápidas e densas que empolgam bastante quem a ouve. O engraçado é que depois de algumas variações de andamento, chega uma parte bem bonita da música ("such as the spirits of the animal kingdom") que quebra um pouco a sobriedade da composição, tornando-a ao mesmo tempo variada, simples e equilibrada.

A Funeral Request
Também com um clima mórbido (vide título das músicas, do EP... é doom metal!), música bem arrastada e pesada. O solo na metade dela traz um clima um tanto caótico, mas o solo em si é simples e termina com um fraseado acústico curioso. Da metade em diante, o que se ouve é uma bateria executando uma bela base para segurar um peso de categoria, na parte rápida da música e a outra guitarra executando um improviso muito bem encaixado. Prato de condução é uma das coisas que mais me agradam em música. Empolgation points, oh yeah!

The Voyage of the Homeless Sapien
Pode não ser a música mais longa já composta pela banda, como li no site onde baixei o álbum, mas certamente é bem estranha, a começar pelo título. ela começa muuuito lenta, a mais deprimente e lenta do EP, até que a guitarra limpa toca uma melodia um tanto macabra, prontamente atendida por uma cavalgada fenomenal, daquelas que enchem de alegria o enrijecido coração de pedra de um headbanger, seguida por outra parte acústica com vocais bem limpos, intercalando-se com uma base mais pesada e arrastada de excelente qualidade. Novamente, a bateria marca muito bem o andamento fazendo bom uso do prato de condução.
Em seguida, irrompe uma parte com baixo e guitarra brincando com uns licks que considero bem típicos do progressivo. Um fraseado bem simples faz as vezes de solo para chegar na parte que deixa a música estranha (segunda metade). Flauta, dedilhados e um vocal limpo e debochado soando como uma tentativa de música pop. Até "lalala" o Lee canta!
Depois de um bom tempo viajando pelo pop zoado, volta o peso na forma de riffs que sugerem Iron Man, do Black Sabbath.
Música pesada, engraçada, viajante e debochada!

Pode não ser o melhor trabalho do heavy metal nem a obra-prima do Cathedral, mas temos aí um excelente exemplo de stoner/doom para quem quer conhecer o estilo, mas ainda não o tinha feito com medo de encontrar vocais femininos de fadinha fazendo dueto com guturais em meio a uma base ultra-rápida sem o menor sentido!
Indicado para quem curte rock, metal, peso e um pouco de viagem nas músicas.

Resenhar e comentar um disco é bem mais complicado do que parece. Sei que esse ainda está bem precário, mas vou continuar tentando. São tantas bandas que gostaria de publicar que fica difícil escolher qual será a próxima! Quaisquer sugestões ou críticas, sintam se à vontade para postar algum comentário!

Não curto muito esse clima de final de ano, mas isso é assunto para outra postagem cheia de reflexões e questionamentos!

5 comentários:

Sir Psycho disse...

A resenha ficou legal.
Mesmo eu tendo um certo pré-conceito sobre doom metal, fiquei com vontade de conferir o disco.
Assim que baixar e ouvir direitinho eu comento de novo.

Leonardo AC disse...

Então, não é aquele doomzão gutural e com músicas a 40 bpm (esse eu tb curto! hehehe), resolvi postar um doom mais acessível!

ve ai se o link ta funcionando certinho tb... bora Tchê amanhã!

Sir Psycho disse...

Funcionando o link está, porque eu já baixei! Agora só falta ouvir! hehe

Tyll disse...

Bom disco! Alguns momentos lembra bastante o Sabbá Preto! Pesado e com clima maldoso, insano...achei engraçado a sessão do descarrego no final.

Sir Psycho disse...

Aê, finalmente parei pra ouvir o disco.

Bom... não é meu tipo preferido de música, mas não achei zoado.
Vocais guturais raramente me agradam, acho que seria perfeitamente dispensável nessa banda, já que aparentemente o cara sabe cantar.
O instrumental em si varia bastante, achei interessante. Não é aquela coisa arrastada e monótona do começo ao fim que eu estava esperando. Tem umas partes rápidas nas músicas, fora que tem variações boas. Não fica o tempo todo na mesma coisa. Legal!
Interessante também é que eles parecem incorporam elementos de outros estilos, e isso sempre é bem vindo numa banda.

A última música é mó doideira, hein?! Mas pelo menos uns 10 desses mais de 20 minutos são totalmente descartáveis.

Agora vou upar o disco de novo, pra ficar com link nosso aqui no blog, como eu já tinho dito que faria.

E já já tô soltando uns posts fresquinhos! =D