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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Daevid Allen & Gong Global Family


Finalmente, um final de feriado nada miado! Numa terça-feira de clima agradável e com cara de domigo, um show memorável do Daevid Allen e mais uma galera que mandou uma sonzeira de respeito!















Daevid Allen é co-fundador de duas bandas importantes do rock progressivo: Soft Machine, do chamado "Canterbury Sound", e Gong, um projeto multicultural cultuado por fãs de psicodelia e space-rock. Particularmente, sou fã do Soft mas não curto muito o Gong - isso, para meu pai, é uma puta incoerência.

Durante sua época no Gong, Daevid criou a sua mais importante obra: a trilogia “Radio Gnome Invisible” , que conta a história das aventuras de Zero num mítico planeta verde habitado por gnomos, os Pot Head Pixies. Foi em seu período com o Gong que Daevid inventou sua técnica de Glissando Guitar, com a qual extrai um som onírico de sua guitarra, construindo paisagens sonoras psicodélicas.

Na apresentação do Teatro Popular do Sesi (R$ 3, muuuito em conta!), Daevid iniciou o espetáculo fazendo um duo com Josh Pollock (Fabulous), numa apresentação mais performática e poética do que música em si.

Felizmente, juntaram-se aos dois Michael Clare (baixo) e Fred Barley (bateria). Josh assumiu a guitarra e começou a apresentação do University of Errors, com um repertório baseado no primeiro álbum do Soft Machine com uma roupagem nova e interessante, improvisos e viagens bem alucinantes, mas sem descaracterizar as músicas.
A única ressalva fica por conta da performance de Josh, que pulava demais. Ele estava tocando com um ícone do rock psicodélico, não com o Linkin' Park!

Após uma pausa de 9 minutos e 17 segundos (!), Daevid volta ao palco com Josh (guitarra), Fabio Golfetti (guitarra / glissando), Gabriel Costa (baixo), Fred Barley (bateria) e Marcelo Ringel (tenor & alto sax). Os brasileiros são parte do Violeta de Outono, uma banda bem conceituada que manda um som calcado no pré-prog.

O repertório foi baseado no Gong "era Camembert Electrique".

Realmente, um espetáculo de altíssima qualidade, com viagens sonoras executadas com maestria por músicos loucos e extremamente competentes. É possível fazer excelente música sem precisar apelar para o mero virtuosismo ou para a exacerbação de técnicas complexas.

Um fato estranho é constar no release que Josh tocaria também o teremin, mas por algum motivo desconhecido, isso não aconteceu.


As informações técnicas e históricas, bem como a imagem que ilustra a postagem foram retiradas do site http://www.invisivel.com.br/daevid/

4 comentários:

Sir Psycho disse...

Canterbury Sound ou Canterbury Scene?!

Eu sempre quis conhecer essa vertente da progmusic, ainda mais depois de ouvir uma música do The Tangent intitulada "The Canterbury Sequence", a qual eu gostei.

Fora isso, o que tenho pra comentar a respeito do post é: claro que existe muita música linda e bem feita sem a necessidade de virtuosismos e sem grandes complexidades técnicas. Mas também é um erro considerar que toda música complexa e/ou virtuosa é necessariamente um exercício de pura exibição.
Eu sempre digo: "técnica a serviço da música, e não o contrário!"

Leonardo AC disse...

Eu conheço como Canterbury Sound, já que é como Valdir Montanari descreve n'A História do Rock Progressivo... não sei se tem diferença entre Sound e Scene.

Particularmente, é bem difícil eu gostar de alguma música muito fritada, mas se uma música consegue me cativar e eu perceber que é simples, vou gostar ainda mais dela. Seria eu um punk? hehehehe

Tyll disse...

Muito bom o show!!! Realmente me impressionou!! Akele guitarrista , queria roubar a Les Paul dele e a Pedalera!!Nunca tinha visto alguem tirar um som assim da guitarra...
O baixista eh realmente parecido com o ozzy, lembra q a gente encontrou esse cara depois do zappa cover lah no piu piu? Q ele falou q ele tinha ido no show do magma....tocou lah no alberico tb!!!

Sir Psycho disse...

Eu perguntei sobre o nome porque no Prog Archives aparece como Canterbury Scene...
Então surgiu a dúvida.