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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Cathedral - Cosmic Requiem (EP)




Informações pertinentes

Site da Banda
Metalstorm
Wikipedia
Orkut
Download

YouTube - Videoclipe da música Hopkins (The Witchfinder General), do álbum The Carnival Bizarre (1995).




Ficha Técnica
Banda: Cathedral
Estilo: stoner/doom metal
País: Reino Unido
Nome do disco: Cosmic Requiem
Lançamento: 30 de agosto de 1994
Duração: 43 minutos
Gravadora: Earache Records
Produtores: Gary Jennings, Lee Dorian e Paul Johnson

Formação
  • Lee Dorrian: vocais, Mellotron, tamborim
  • Gary Jennings: guitarra, baixo, Mellotron, teclado
  • Adam Lehan: guitarra
  • Mark Ramsey Wharton: bateria, flauta, bodhran, tamborim, xilofone
Discografia

Demos
  • In Memoriam (1990)
  • Demo # 2 (1991)
Álbuns
  • Forest of Equilibrium (1991)
  • The Ethereal Mirror (1993)
  • The Carnival Bizarre (1995)
  • Supernatural Birth Machine (1996)
  • Caravan Beyond Redemption (1998)
  • Endtyme (2001)
  • The VIIth Coming (2002)
  • The Garden of Unearthly Delights (2005)

Singles e EPs
  • Soul Sacrifice (1992, EP)
  • Grim Luxuria (1993, Single)
  • Midnight Mountain (1993, Single)
  • Ride (1993, Single)
  • Twylight Songs (1993, Single)
  • Cosmic Requiem (1994, EP)
  • In Memoriam (1994, EP)
  • Statik Majik (1994, EP)
  • Hopkins (The Witchfinder General) (1996, EP)
  • Gargoylian (2001, Single)

Outros

  • In Memoriam Reissue (2000, Relançamento, EP)
  • Statik Majik/Soul Sacrifice (1999, Relançamento)
  • Our God Has Landed (2001, DVD)
  • The Serpent's Gold (2004, Best Of/Rarities, duplo)
A Banda
Formada em meados de 1989 por Lee Dorrian, que integrava o Napalm Death e deixou a banda por estar farto da cena punk e não gostar do direcionamento que a banda tomava rumo ao death metal. Junto com Mark 'Griff' Griffiths (antigo roadie do Carcass) e Garry 'Gaz' Jennings (ex-Acid Reign), a banda executava um doom metal extremamente denso, lento e arrastado, influenciados por Candlemass, Dream Death, Pentagram, Trouble e Witchfinder General.

Aos poucos, acrescentavam elementos de stoner rock e rock progressivo, o que deixou o som da banda bem rico e característico. Seu estilo é algo como um Black Sabbath muito mais pesado e vocais bem diretos e rasgados, mas sem soarem guturais. Algumas passagens são bem psicodélicas e viajantes.

O que também chama a atenção na banda são as artes presentes nas capas, claramente influenciadas pelos trabalhos de Hyeronymus Bosch, como o Jardim das Delícias Terrenas, por exemplo.

Dos álbuns que eu conheço, The Forest of Equilibruim (1992) é bem denso, típico doom metal tradicional, arrastado e pesado. Nessa época, os vocais ainda eram guturais. Em seguida, The Carnival Bizarre (1995) é mais direto, com mais elementos de stoner rock e contou com a presença de Tony Iommi na gravação da faixa Utopian Blaster, uma verdadeira tijolada de riffs!
Endtyme
(1996) mantém-se na linha stoner, mas é um álbum mais sujo e psicodélico do que os anteriores.


Atualmente, um dos trabalhos mais interessantes da banda é o álbum mais recente, The Garden of Unearthly Delights (2005), cujo título é claramente mais uma influência de Bosch.
Mais pesado e melhor trabalhado, terá em breve uma postagem dedicada a ele.

O Álbum
Lançado em 1994, mostrava uma banda consolidando sua posição na cena doom metal e diversificando seu direcionamento musical com a introdução de diversos elementos de outros estilos, notavelmente o stoner/space rock (tanto que classificam-no como space doom/stoner rock) e uma quantidade apreciável de psicodelia. As composições são bem calcadas no que se propuseram a fazer e a presença dos citados elementos de outros estilos de forma alguma comprometeu a coesão das composições, enriquecendo-as bastante.

Cosmic Funeral
A entrada dela lembra bastante a "marcha fúnebre" com que o Candlemass abre suas apresentações e é seguida por uma passagem extremamente lenta e bem marcada por riffs à la Iommi, mantendo o clima fúnebre. A melancolia é quebrada por uma frase limpa na guitarra acompanhada pelo teclado que deixa o clima repentinamente alegre, prontamente acompanhado por um timbre mais alto de guitarra e a melodia lenta volta, chamada pela bateria mais pesada por alguns compassos e novamente, outra variação.
Lee "chama" a parte mais empolgante da música e uma pequena caída na guitarra serve de base para uma linha de teclado extremamente calcada no space-rock, flanger a todo o vapor e a base bem marcada, na levada bem característica stoner. O que se segue é uma parte do samba do crioulo doido: percussão tribal e a base pesada intercalando com licks bem bolados na guitarra. Essa parte lembra bastante algumas bandas como Deep Purple ou Led Zeppelin. Uma pausa repentina, um urro (uh!) , viradas e ataques em forma de power-chords chamam novamente a "parte espacial", que segue até um belo "duelo corporativo" com guitarras puxando frases moldadas no rock e no blues, enquando uma base bem eficiente marca a música até o final.

Hypnos 164
De começo arrastado carregado com microfonia, a segunda faixa mostra-se agitada com um grito chamando um riff pesadíssimo com licks caóticos acompanhando. Segue um interlúdio mais calmo e pesadinho e a bateria segura as paradas com bastante eficácia. A música intercala partes rápidas e densas que empolgam bastante quem a ouve. O engraçado é que depois de algumas variações de andamento, chega uma parte bem bonita da música ("such as the spirits of the animal kingdom") que quebra um pouco a sobriedade da composição, tornando-a ao mesmo tempo variada, simples e equilibrada.

A Funeral Request
Também com um clima mórbido (vide título das músicas, do EP... é doom metal!), música bem arrastada e pesada. O solo na metade dela traz um clima um tanto caótico, mas o solo em si é simples e termina com um fraseado acústico curioso. Da metade em diante, o que se ouve é uma bateria executando uma bela base para segurar um peso de categoria, na parte rápida da música e a outra guitarra executando um improviso muito bem encaixado. Prato de condução é uma das coisas que mais me agradam em música. Empolgation points, oh yeah!

The Voyage of the Homeless Sapien
Pode não ser a música mais longa já composta pela banda, como li no site onde baixei o álbum, mas certamente é bem estranha, a começar pelo título. ela começa muuuito lenta, a mais deprimente e lenta do EP, até que a guitarra limpa toca uma melodia um tanto macabra, prontamente atendida por uma cavalgada fenomenal, daquelas que enchem de alegria o enrijecido coração de pedra de um headbanger, seguida por outra parte acústica com vocais bem limpos, intercalando-se com uma base mais pesada e arrastada de excelente qualidade. Novamente, a bateria marca muito bem o andamento fazendo bom uso do prato de condução.
Em seguida, irrompe uma parte com baixo e guitarra brincando com uns licks que considero bem típicos do progressivo. Um fraseado bem simples faz as vezes de solo para chegar na parte que deixa a música estranha (segunda metade). Flauta, dedilhados e um vocal limpo e debochado soando como uma tentativa de música pop. Até "lalala" o Lee canta!
Depois de um bom tempo viajando pelo pop zoado, volta o peso na forma de riffs que sugerem Iron Man, do Black Sabbath.
Música pesada, engraçada, viajante e debochada!

Pode não ser o melhor trabalho do heavy metal nem a obra-prima do Cathedral, mas temos aí um excelente exemplo de stoner/doom para quem quer conhecer o estilo, mas ainda não o tinha feito com medo de encontrar vocais femininos de fadinha fazendo dueto com guturais em meio a uma base ultra-rápida sem o menor sentido!
Indicado para quem curte rock, metal, peso e um pouco de viagem nas músicas.

Resenhar e comentar um disco é bem mais complicado do que parece. Sei que esse ainda está bem precário, mas vou continuar tentando. São tantas bandas que gostaria de publicar que fica difícil escolher qual será a próxima! Quaisquer sugestões ou críticas, sintam se à vontade para postar algum comentário!

Não curto muito esse clima de final de ano, mas isso é assunto para outra postagem cheia de reflexões e questionamentos!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Preconceito(?) e a mentalidade do pobre

Outro dia, vi na televisão um comentário de um cara que morava na favela no Rio, na cidade de Deus. Ele reclamava de um taxista, pois este se recusou levá-lo junto com a família até sua casa na favela. Impressionante a queixa deste indivíduo, reproduzindo mais ou menos: “ é uma falta de respeito deste taxista, preconceito comigo, com minha família e com o pessoal da cidade de Deus. Somos tratados como nada, como uma escória da sociedade, como não representarmos nada pra ela, como inúteis, não temos dinheiro, mas estamos unidos irmão.” . Interessante que aqui temos uma reclamação de natureza: “ as pessoas tem uma visão do pobre totalmente distorcida, pelo fato de seu baixo poder aquisitivo e acabando sendo julgadas de pessoas incapazes, inúteis, inferiores, não prestam, etc., críticas de características pessoais. Mais interessante, ele gravando depois uma música de funk expressando sua revolta contra os maus tratos da sociedade perante aos moradores de sua favela. Também passaram mais alguns depoimentos a cerca da mesma questão .No fundo percebi que as pessoas caiam no mesmo ponto de reclamação, características pessoais junto com um sentimento de vitimismo raivoso, mundo é cruel e eu sou o coitado. A questão que acho é que esta reclamação de características pessoais é totalmente vazia. Hoje em dia, a violência está tomando conta da televisão cada vez mais intensamente. Chacinas, homicídios, estupros, latrocínios são palavras muito comuns hoje. E sempre a televisão mostra os autores, a grande maioria pessoas mau vestidas, bermudas feias falsificadas, boné, de chinelo, cor de grande parte negra ou parda. Fazendo uma analogia na época da segunda guerra mundial com a Alemanha. Neste tempo, tínhamos como grandes ameaças à vida os nazistas, pessoas que torturavam judeus das piores maneiras possíveis, estupro de mulheres judias, matavam qualquer opositor político, pegavam qualquer possível subversivo.Se estivesse nessa época e esbarrasse com alguma pessoa de roupa preta, cor clássica do uniforme nazista ou visse de longe passar, você logo iria desviar o caminho, atravessar a rua, andar mais rápido, etc. E também, você sendo taxista nunca passaria no lugar onde tivesse alguma pessoa de roupa preta, pois ele poderia ser um nazista e fazer algum mal. Ou quem sabe, um desses caras de roupa preta, podendo ser um nazista ou não, pedir pra levar ele junto com família para um quartel , ou base cheio de nazistas. Meio arriscado?Não parece a mesma situação?Fazendo essa comparação estranha, na verdade não está aí uma crítica de características pessoais, se a pessoa é incapaz, inútil, só fez besteira para estar naquela situação, mas simplesmente o medo em relação a elas , de estar próximas com os centros nazistas e serem influenciadas . Trocando a roupa preta por roupas feias, tênis sujo, cor de pele, etc. E esse padrão está freqüente em quase em sua totalidade na parte social mais pobre da sociedade.Não conhecendo muito a mentalidade destas pessoas, julgo superficialmente que todo essa rebeldia não tem sentido algum.Está mais para medo do que um preconceito desvalorizar uma pessoa por sua falta de dinheiro. Outro fato que percebo nas pessoas pobres observando ,é o fato que elas alimentam sua imagem de coitados, seu discurso de vitimismo. Grande parte delas enxergam o rico como algo horrível, comentários :”ih esse cara ganhou dinheiro, vai perder a cabeça”. Que eu observo como elas sustentam seu orgulho de pobre, é interessante que na sociedade tem-se vergonha de falar que tem dinheiro, todo mundo esconde, tem um trabalho que dê dinheiro, está em uma vida estável, seus pais bancaram uma escola boa pra você, etc. Sempre tem uns falando: esses playboy, boyzinho, filhinho de papai tem tudo, aquele cara que ganha vida fácil, o cara ganha tudo isso, ô doutor.... ter uma condição favorável seja por qual mérito e de quem foi é feio, horrível, pega mau. È interessante que pessoas que consideram esse valor homérico para o pobre, acabam escondendo suas situações favoráveis conquistadas e expõe um lado mais coitado ou tenta imitar eles, seja em jeito, roupa, gírias nem percebendo se gosta ou não. Tudo isso como se fosse um valor social injetado em várias pessoas . Estando esse vírus em todo lugar, seja na sua própria casa com aquele famoso e velho discurso dos pais: “ eu lutei pra sustentar essa casa, pagar essa conta , e mereço mais isso e aquilo” , traduzindo :sou tão coitado que mereço isso ou se pode encontrar esses e outros discursos similares em qualquer ônibus, praça e esquina por aí . Sendo bonito ser coitado, o marginalizado, o coitado que nunca desiste . Também tem essa outra questão de ser coitado ter um tratamento especial já está inserido na sociedade, começando pelo fato que todos nós mentimos, por exemplo quando chegamos atrasado em algum lugar e inventamos uma desculpa esfarrapada como: não deu pois o trânsito estava horrível , o pneu furou. Quer dizer, fui vítima da situação, um coitado e ganho por isso uma briga menos intensa com a pessoa, ou o perdão da pessoa em outras situações consideração, respeito,etc. Falta ao pobre deixar de pensar que é coitado, que o governo já o enxerga e o trata como coitado, pois ele acredita tanto ser esse coitado, que acaba dando bolsas famílias, bolsas gás, adquirindo já uma personalidade paternalista, protegendo os que acreditam ser fracos e oprimidos. Falta ao pobre deixar de ser coitado.

sábado, 1 de dezembro de 2007

As the Story Ends...


Salut dit!
Ao pensar neste post, é recorrente a dúvida que o Riato explicitou em sua primeira postagem aqui, em relação a publicar um texto aqui ou no blog pessoal. Na verdade, pretendo postar essencialmente o mesmo conteúdo nos dois veículos, mas com abordagens diferentes. Assim funcionará com Ascensão e Queda da SERENISSIMA REPVBLICA VAZILIENSIS, também conhecida como "Vazil [<ø>]", que tratará de um ensaio sobre a vida naquela comunidade. Suas origens, histórias e possibilidades de um fim próximo. Eis que termina mais um semestre, que foi claramente um divisor de águas da vida acadêmica. Na verdade, todo um conjunto de três semestres funcionam como tal. Há dois ou três semestres, as poucas preocupações consistiam em decidir a quais festas ir, onde beber e quanto gastar. Toda quinta (às vezes, começava já na quarta) era uma beleza. Festinhas na faculdade, vez ou outra alguma festa em república e oc asionalmente, festas clássicas com a Brega e a do Contrário. Preocupações essas intercaladas com finalização de projetos e relatórios e uma ou duas semanas corridas em cada semestre para garantir as aprovações. Os mais aplicados dedicavam-se a projetos de iniciação científica e alguns apressados arranjavam estágio. No próximo semestre, serão poucos os que não arranjaram algum trabalho ainda e a maioria adiantará o trabalho de conclusão de curso. Não que a turma seja unida, mas colegas de sala serão raramente vistos em função das diferentes opções de eletivas. Ao término das aulas, cada um segue para sua empresa. Nas festas, só bixos e colegas de outros cursos. O curso não termina e "Oba, festa! Acabooooooou! Chora! Chora!"... ele definha durante um ano e meio, como se o diploma levasse esse tempo para ser moldado e assado num gigantesco forno que usa nossas mentes como combustível. Como conseqüência, a idade avançada chega bem antes de seu tempo. Vidas medíocres se desenham e a universidade se mostra como uma imoral vitrine de diplomas. É época de sugerir o que poderia ser feito, de analisar as implicações dessas escolhas no futuro e com isso, tentar um pouco de maturidade nas decisões futuras. É uma pena que tais opções devem ser feitas o mais rapidamente possível... não há mais tanto tempo para divagações quanto no ensino médio. A Grande Máquina de Moer Gente está cada vez mais perto. Parar e pensar significa sucumbir e ser levado pela correnteza de acéfalos e perecer na mesmice.




domingo, 25 de novembro de 2007

A Porta dos Desesperados

Quem é que nao lembra da nossa grande porta dos desesperados? E que nunca sonhou de participar e ganhar o videogame ou a bicicleta?
Entao aqui vai um enigma para vocês. Imagine que você, isso mesmo, você seja sorteado para a porta dos desesperados, prêmio: uma viagem para a praia grande, orra!
Você chega la faz um escandalo como sempre e ai você escolhe uma porta (exemplo a porta 3). O Sergio Mallandro como é idolo e camarada, chama uma Mallandrinha, glugluglu, e manda ela abrir a porta 2, de onde sai o monstro querendo dar uns amassos na Mallandrinha.
O Sergio Mallandro ainda mais camarada te diz "você quer trocar para a porta 1 ou quer ficar na porta 3"?
E ai qual é a sua resposta? Existe uma logica para a resposta. Entao eu deixo vocês pensarem e dou a resposta quando todos tiverem comentado.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Daevid Allen & Gong Global Family


Finalmente, um final de feriado nada miado! Numa terça-feira de clima agradável e com cara de domigo, um show memorável do Daevid Allen e mais uma galera que mandou uma sonzeira de respeito!















Daevid Allen é co-fundador de duas bandas importantes do rock progressivo: Soft Machine, do chamado "Canterbury Sound", e Gong, um projeto multicultural cultuado por fãs de psicodelia e space-rock. Particularmente, sou fã do Soft mas não curto muito o Gong - isso, para meu pai, é uma puta incoerência.

Durante sua época no Gong, Daevid criou a sua mais importante obra: a trilogia “Radio Gnome Invisible” , que conta a história das aventuras de Zero num mítico planeta verde habitado por gnomos, os Pot Head Pixies. Foi em seu período com o Gong que Daevid inventou sua técnica de Glissando Guitar, com a qual extrai um som onírico de sua guitarra, construindo paisagens sonoras psicodélicas.

Na apresentação do Teatro Popular do Sesi (R$ 3, muuuito em conta!), Daevid iniciou o espetáculo fazendo um duo com Josh Pollock (Fabulous), numa apresentação mais performática e poética do que música em si.

Felizmente, juntaram-se aos dois Michael Clare (baixo) e Fred Barley (bateria). Josh assumiu a guitarra e começou a apresentação do University of Errors, com um repertório baseado no primeiro álbum do Soft Machine com uma roupagem nova e interessante, improvisos e viagens bem alucinantes, mas sem descaracterizar as músicas.
A única ressalva fica por conta da performance de Josh, que pulava demais. Ele estava tocando com um ícone do rock psicodélico, não com o Linkin' Park!

Após uma pausa de 9 minutos e 17 segundos (!), Daevid volta ao palco com Josh (guitarra), Fabio Golfetti (guitarra / glissando), Gabriel Costa (baixo), Fred Barley (bateria) e Marcelo Ringel (tenor & alto sax). Os brasileiros são parte do Violeta de Outono, uma banda bem conceituada que manda um som calcado no pré-prog.

O repertório foi baseado no Gong "era Camembert Electrique".

Realmente, um espetáculo de altíssima qualidade, com viagens sonoras executadas com maestria por músicos loucos e extremamente competentes. É possível fazer excelente música sem precisar apelar para o mero virtuosismo ou para a exacerbação de técnicas complexas.

Um fato estranho é constar no release que Josh tocaria também o teremin, mas por algum motivo desconhecido, isso não aconteceu.


As informações técnicas e históricas, bem como a imagem que ilustra a postagem foram retiradas do site http://www.invisivel.com.br/daevid/

Integrando aos mercenários

Opa, primeiro post meu em um blog! U la lá...Agora dá pra colocar as fotos dos meus miguxos!!( Emo Mode)....E contar fofocas alheias!! Minina!! Ok Ok (Nelson Rubens Mode)...brincadera..Legal a iniciativa de criação do blog, só estou com medo pelo alto nível de insanidade reunida aqui, ahuahaa mas com o tempo passa auauaha....Ao som de Pink Floyd, me veio a idéia de falar alguma coisa sobre a música...
Título Where´s the Feeling of Music?
Que eu percebo muito por aí, os olhos de algumas pessoas (meu espaço de análise é bem restrito) à música estão meio estranhos, meio que olhando não a música como arte mas como fosse um produto que consomem pois está na moda. Assim, como existem as roupas da moda, as pulseiras da moda, penteado da moda, parece que está a música inserida nesse contexto. Escutar música, que está nas paradas de sucesso, a música de que todos gostam virou a moda da vez, como buscassem uma afirmação que algo é bom, lá de fora. Achei legal quando vi um documentário sobre o metal: Metal, A Headbanger´s Journey. Documentário feito por Samm Dunn. Ele foi um antropólogo que resolveu estudar esse estilo mais a fundo, disse em algum momento no filme: “Desde que tive 12 anos, tive que defender meu amor pelo Heavy Metal contra quem o classificasse de forma de música barata. Minha resposta agora é que ou o sente, ou não. Se o Metal não te provoca essa envolvente sensação de poder, e não faz com que se arrepiem os pelos da nuca, talvez nunca o compreenda. Achei demais a parte : "Se o Metal não te provoca essa envolvente sensação de poder" Achei muito true isso, são pessoas que não olharam para fora, e resolveram olhar para essa sensação de poder. Pessoas que apenas aceitaram essa simplicidade. Também, observo algo o que afasta essas pessoas dessa simplicidade também, são pessoas que possuem muita rigidez musical, também tive muito desse mal antes...Valorizava muita a técnica de um músico e banda, e começava olhar feio para outras coisas fora desse padrão...E algumas delas, não senti a tão sensação de poder do Samm Dunnn. Rigidez musical ou também rigidez de valores: “ não vou escutar essa banda de punk rock, pois sou um “true” fã de rock progressivo”, “essa banda não vou escutar pois eles não representam nada, não tem um valor no estilo que eles tocam”, “ essa banda vou escutar pois eles representam muito no estilo, foram os primeiros a criarem isso ou aquilo”,” sou fã verdadeiro dessa banda e devo aguentar todas musicas deles ”,” essa banda tá tocando nas rádios e não vou escutá-la” e por aí vai...Valores que distanciam da tão sensação de poder do Samm Dunn, sendo valores que eu acho mais ou menos igual da pessoa que escuta só porque a rádio, mtv, sei lá o que, fala que é bom....Sendo a única diferença que esses valores você mesmo que criou e aceitou, e os outros (radio, moda,etc) você não criou mas sugou de fora e aceitou, mas não importa de onde veio, aceitou e não viu se tinha “a sensação de poder” ....E acredito que essa sensação de poder é que eu chamo de arte, pra mim sendo a arte um conceito totalmente relativo, algo vira-se arte pra você quando você tem essa "sensação de poder" ...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O Concurso Netflix

Esse ano um amigo tunisiano e eu, estamos participando do concurso Netflix.
Esse concurso tem como objetivo a criaçao de um programa que diz a um cliente se um filme x vai ser interessante ou nao.
O prêmio é minusculo: 1 000 000 de dolares para o melhor algoritmo, ele vai ser dado no fim de 2011 (1 de outubro), acho que com esse dinheiro, seria possivel de passar um bom natal.

Como os dados estao organizados?
Os dados estao organizados em arquivos texto, e cada linha de um arquivo texto tem a forma seguinte:
idUtilisador,Nota,Data que a nota foi atribuida
Cada filme tem um arquivo proprio, no total sao 17700 filmes e aproximativamente 480 000 clientes, cada cliente deu nota para pelo menos 1 filme.

O que a gente vai tentar fazer?
A gente vai tentar organizar os filmes que sao parecidos em grupos e a partir desses grupos, criar subgrupos, ou seja clientes que viram os filmes de um grupo e que sao parecidos. Assim, a gente vai poder buscar as notas que faltam, a partir das outras notas do subgrupo.

Qual algoritmo a gente vai usar?
A gente vai tentar o algoritmo do k-means, se vocês querem saber como ele funciona, esse site: http://people.revoledu.com/kardi/tutorial/kMean/NumericalExample.htm tem um exemplo que é muito facil de entender.


Voilà mes potes, j'espère que maintenant vous soyez aussi motivés pour aller chercher le 1 million de dollars!

Humilhando a Universal

Attaque invisible
Vidéo envoyée par hakim93200

Cara q teve uma reaçao bizarra em um jogo em um pais arabe, essa reacao nem mesmo a sessao do descarrego pode imitar

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Hails!

Pois bem, eis que surge um espaço para dar vazão a questões universais do pensamento moderno!
Nem sempre é possível juntar todos para jogar uma sinuca em bares sujos ou encher a cara de cerveja ou arak. Mas as idéias nunca param de surgir e a vontade de compartilhá-las é enorme. Esse espaço não pretende substituir reuniões presenciais, tampouco rolês furados nos confins da Vila Matilde, apenas permitir o compartilhamento de textos, músicas, idéias, relatos e opiniões.

O grande desafio é conseguir estabelecer paralelos entre músicas, estados de espíritoe de humor, interpretação de cenas estranhas à luz de teorias absurdas fundamentadas em conceitos insanos.

A verdadeira criatividade não reside em simplesmente enfeitar o que já está bem aceito, entendido e consolidado, mas em criar coisas novas e díspares, conectando-as de formas peculiares e inusitadas!

Postado ao som de ASA, da banda norte-americana de post-rock Caspian.